Super Dica de Cinema
  20/06/2022 às 17h32

Lightyear


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Lightyear

Há quem pense que as ideias de Hollywood estão acabando! Porém, os estúdios dão um jeitinho aqui e ali pra reciclar certas sagas, franquias, personagens, trazendo contextos ainda não explorados e o mais interessante, na maioria das vezes, histórias que estão na mente dos fãs!

E se você pensou que Lightyear seria um filme solo do personagem amado da franquia Toy Story, não poderia estar mais enganado. A proposta do novo longa é contar a história do personagem que deu origem ao brinquedo. Não temos nenhum tipo de contato com outros personagens conhecidos como o Woody, Jessy, Rex ou mesmo o Andy.

Pensa assim, a Marvel produz um filme do Thor e consequentemente se produzem brinquedos baseados no filme. O Buzz Lightyear que conhecemos é um desses bonecos produzidos e agora finalmente conhecemos o filme.

Na história, conhecemos um jovem Buzz que após um erro de rota, acaba levando-o e sua equipe para um planeta desconhecido. O objetivo agora passa a ser sair do planeta, mas para isso, precisará do combustível correto pra que sua nave atinja a velocidade supersônica.

O problema é que durante os testes, ao atingir parcialmente a velocidade supersônica Buzz também acaba viajando alguns anos no futuro, mesmo que para ele tenham durado poucos segundos. Quando finalmente consegue atingir a velocidade perfeita, Lightyear encontra um planeta invadido por robôs e agora, com a ajuda da neta de sua antiga parceira ele precisa destruir a Nave Zurg e salvar sua tropa.

O diretor Angus Maclane faz um excelente trabalho ao desconstruir a imagem do boneco heroico conhecido em Toy Story.

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Logo no início do filme, vemos a diferença na personagem que ainda mantém fortes os seus valores, mas parece muito menos heroico. Isso fica ainda mais perceptível com o peso sentido pela personagem após ter comprometido diretamente o futuro de seus companheiros, os prendendo em um planeta desconhecido. Todas as suas ações, mesmo as mais inconsequentes, mostram a humanidade do nosso patrulheiro espacial, que só encontra conforto quando percebe que sozinho não conseguiria cumprir seu objetivo.

A partir daí, o filme passa a desenvolver um pouco mais os novos personagens, outro ponto importante no longa. Com os constantes pulos no tempo, as personagens que iniciaram o filme com Buzz acabam envelhecendo - especialmente sua parceira Alisha, ponto de representatividade no filme ao mostrar todo o seu relacionamento amoroso com outra mulher - e por isso, na maior parte do filme temos em tela a equipe composta por Izzy Hawthorne (neta de Alisha), Mo Morrisson, que em dupla com Darby Steel faz o alívio cômico do filme, além do fofíssimo gatinho Sox.

Para os fãs de Toy Story, muitos elementos presentes no filme satisfazem dúvidas que talvez o espectador nunca tenha tido, mas quando são tiradas trazem um pequeno momento de "mindblowing" como as funcionalidades do traje espacial ou até mesmo a aparência física do Zurg.

O problema é que alguns fatos de certa forma se tornam incoerentes quando comparamos com a franquia de filmes. O maior exemplo disso é o próprio vilão da animação: Zurg. Em uma referência explicita a Star Wars, em Toy Story 2 mostra que o Imperador Zurg é na verdade o pai de Buzzlightyear, porém, na nova animação, na verdade Zurg é uma versão do futuro de Buzz que volta ao passado para corrigir seus erros e acaba se tornando o vilão.

Na internet, os fãs brasileiros polarizaram opiniões em relação a dublagem do filme. Isso porque, originalmente o dublador Guilherme Briggs faz a característica voz do Buzz Lightyear nos filmes da franquia, então por algum tipo de respeito Briggs deveria ser chamado para o spin-off. Porém, quem deu voz a Lightyear no novo filme foi o apresentador Marcos Mion. Na minha opinião, essa é uma mudança assertiva.

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Como já citado anteriormente, o Buzz que conhecíamos e o Buzz da nova animação e, de alguma forma, a mudança na voz deixa isso um pouco mais explícito. Briggs tem um vozeirão potente que se encaixa no perfil de herói, mas não na pessoa insegura apresentada como o novo Buzz.... Mion até foi uma surpresa agradável aos mais vacilantes , trazendo mais vida ao personagem.

De modo geral, o filme cumpre muito bem o que se propõe - introduzir o personagem - e durante as 1h45min de filme, te mantém interessado na história. Uma boa experiência para as crianças e uma ótima experiência para os fãs de Toy Story, já que em como todas as animações da Pixar, as crianças se divertem e os adultos levam soco na barriga com as lições ensinadas de forma tão doce!

Lightyear está em cartaz nos cinemas!

Will Weber
Geek Guia

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