Super Dica de Cinema
  24/05/2022 às 18h07

Chamas da Vingança


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Chamas da Vingança

No começo dos anos 2000 tivemos o início da grande fase dos heróis no cinema! Marvel, DC, e outros estúdios, e editoras, tentavam emplacar seus sucessos, estabelecendo conceitos, até mesmo, criando franquias que iriam render milhões. Algumas deram certos, outras nem tanto, porém todo mundo queria uma "fatia" nesse bolo de um gênero que estava começando a ganhar a forma que conhecemos hoje. Desta forma, algumas produtoras ainda tentam construir suas próprias ideias na telona atualmente, contudo sem o mesmo apelo ou capacidade de cativar!

Logo, 'Chamas da Vingança' chega aos cinemas parecendo um filme de herói que chegou dez anos atrasado. Tanto pelo roteiro repleto de elementos que já conhecemos, quanto pela falta de apuro técnico ao contar a história. Assim, sobram momentos de cabelo esvoaçante da protagonista e enquanto uma trama que realmente envolva o público não é desenvolvida. Um resultado ruim para mais uma adaptação de Stephen King nas telonas!

Charlie é uma menininha que tem poderes de controlar o fogo. Seus pais, que também possuem dons, estão sempre de mudança, com medo que alguém saiba do seu paradeiro. Assim, quando Charlie acaba perdendo o controle de seus poderes, uma agência parte para capturá-la, fazendo com que família tenha que fugir mais uma vez. Mas desta vez, o inimigo também seus próprios dons, o que colocará a vida de todos e as habilidades da menina em risco!

Keith Tomas é quem comanda a produção que adapta o livro de Stephen King, que já havia sido levado aos cinemas em 1984, numa versão que tinha Drew Barrymore no elenco, e em 2002 numa "continuação" pra lá de controvérsia. E o que temos aqui também não é nada satisfatório pois parece que estamos vendo um arco dos "X-Men", só que sem a capacidade de cativar que aqueles personagens possuem.

O grande problema é obviedade que vai do roteiro à direção. Os protagonistas são mostrados de um jeito misterioso, enigmático, mas ainda assim com um ar de família buscando seu lugar no mundo. Já os vilões ganham até mesmo uma trilha sonora vilanesca, com planos que favorecem sua aura de maldade, regados a falas cheias de canastrice e discursos já conhecidos. E nada disso funciona da forma como deveria!

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A motivação para que os pais e a filha incendiária vivam mudando é plausível, mas quando realmente algo mais grave acontece, há toda uma conversa que leva uns quinze minutos em tela e termina com um incidente. E as consequências disso dão finalmente o início para a história que vai perdendo força até o final. Nem os momentos em que Charlie começa a entender como seus poderes funcionam são interessantes. Isso também se dá ao orçamento que precisava dosar quando e como a menina iria usar os poderes de fogo, mas se estavam guardando para o final, lamento informar que é uma grande decepção.

E para chegarmos até o clímax precisamos passar por incoerências narrativas e territoriais, como uma viagem de bicicleta que é feita em praticamente vinte minutos, porém antes havíamos sido informados sobre a distância grande do percurso. Ou a instalação secreta que todos sabiam a localização e que facilmente é invadida por uma criança, sem precisar usar seus poderes! Quanto aos poderes, temos um momento ou outro em que a manipulação do fogo é interessante e bem aplicada, mas de resto, a câmera corta e já vemos "bonecos" ao chão ou apenas cinzas enquanto os cabelos da personagem ficam esvoaçantes em meio aos seu gritos!

Então nada aqui é aproveitado? Só uma coisa conseguimos recuperar em meio as cinzas do desastre, a ótima trilha criada por John Carpenter!

Charlie controla o fogo. Seu pai manipula mentes e sua mãe tem telecinese, que a faz mover objetos com o pensamento. Os três precisam ficar mudando constantemente, pois ainda na faculdade o casal passou por experimentos do governo que os fizeram desenvolver esses dons. Porém sua filha nasceu com habilidades e para a organização que começou tudo, ela tem um potencial imensurável para diferentes usos!

Sim, esse plot parece o mesmo de diferentes outras histórias já conhecidas. Porém se tratando de Stephen King sabemos que o tom de horror é muito maior nesse caso. E aqui eles até tentam dar uma ênfase nesses aspectos, mas nada além de uma cena ou outra que você percebe uma ideia para chocar quem assiste. Mas que certamente será esquecida.
Assim como toda essa história genérica! É como se estivéssemos assistindo um "X-Men" feito por fãs, onde a Fênix está manifestada na Jean criança, contudo, não temos carisma nos personagens, os conflitos parecem não funcionar e o desfecho é totalmente previsível, além de realizado com dinheiro de troco!

Ou seja, o que arde em chamas é a grana de quem desembolsou para ver isso no cinema!

'Chamas da Vingança' é um filme de "herói" que chegou dez anos atrasado. Tanto pelo roteiro repleto de elementos que já conhecemos, quanto pela falta de apuro técnico ao contar a história. Assim, sobram momentos de cabelo esvoaçante e enquanto uma trama que realmente envolva o público não é desenvolvida!

Logo, parece que estamos assistindo um "X-Men" feito por fãs, onde o baixo orçamento é nítido e as atuações são caricatas, apáticas e sem motivação! Um resultado ruim para mais uma adaptação de Stephen King e um desperdício de ingresso para quem for aos cinemas!

'Chamas da Vingança' está nos cinemas!

Will Weber
Geek Guia

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