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  30/09/2019 às 18h34

Super Dica de Cinema Ad Astra: Rumo às Estrelas e Predadores Assassinos


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Super Dica de Cinema Ad Astra: Rumo às Estrelas e Predadores Assassinos

Super Dica de Cinema – Ad Astra: Rumo às Estrelas

O gênero de ficção científica abraça diversos questionamentos quando precisa contar uma boa história sobre a existência humana. E mesmo que em meio a tecnologias, descobertas e viagens dos mais diversos tipos, há sempre um momento para desbravar tudo o que está a sua volta.

Ad Astra, novo filme de James Gray, faz justamente esse trabalho, de trazer a discussão o quanto a humanidade ainda se encontra solitária, mesmo que seu conhecimento o leve a vastidão do universo em busca de respostas e vida fora do nosso planeta azul. Para isso, coloca Brad Pitt em um dos de seus papéis mais contemplativos de sua carreira no cinema.

Roy McBride é um astronauta condecorado, o melhor quando se trata de explorar o espaço. Porém, quando estranhos acontecimentos colocam a vida na Terra em risco, ele parte em uma jornada pelo universo à procura de seu pai, desaparecido em uma missão de exploração há anos e que pode ser um dos motivos para tudo o que está ocorrendo.
James Gray comanda e escreve sua produção espacial indo além de uma simples viagem através de planetas e satélites.

O diretor procura extrair as reações de seu protagonista diretamente, isso logo de cara fica evidente, quando o reflexo do capacete do astronauta é usado para trazer o título da produção na tela e nos localiza de onde a história está partindo. Assim, acompanhamos cada um dos passos de Roy, a forma como lida com as pessoas a sua volta, com os problemas e sua pronta disposição para ir na próxima missão. Para isso, o diretor utiliza de forma assertiva os efeitos visuais, criando cenários e espaços grandiosos, ao mesmo tempo “sufocantes” quando se adentra a uma espaçonave. Desta forma quando Gray decide criar momentos de ação, como uma perseguição de veículos lunares ou um resgate a uma estação no meio do trajeto, a direção faz tais momentos com personalidade, deixando de lado as mega explosões, para focar nas reações de quem realmente está passando por tudo aquilo.

Neste ponto, o roteiro dá a produção ainda mais força!
Quando o filme tem início começamos a perceber o quão estranha é a relação do protagonista com as demais pessoas a sua volta. Não há ligação, sentimentos, muito menos demonstração do que ocorre em sua vida pessoal. Sempre o vemos distante dos outros, dando respostas inexpressivas, automáticas, até mesmo andando por entre os colegas sem ao menos realizar qualquer interação.
Nisso, quando a história vai ganhando os elementos que irão conduzir até o clímax, entendemos que não se trata de mais uma viagem através das estrelas, mas sim de uma descoberta pessoal. Tendo como principal ponto a solidão!
E para dar impacto a produção, Brad Pitt é fundamental.
O ator, em poucas ações, palavras e expressões contidas, que podem parecer repetitivas, não extravasa emoções, sentimentos, até um momento chave. A forma como cria a personagem poderá gerar até um desconforto de quem espera um pouco mais de vivacidade, contudo, se encaixa perfeitamente para onde a atuação quer nos levar.

Ad Astra: Rumo às Estrelas é uma ficção científica que mergulha justamente nos elementos espaciais para contar uma história sobre a solidão humana em meio a universo de possibilidades. Assim, um dos grandes enigmas é se realmente estamos sozinhos no universo e talvez essa pergunta já tenha sido respondida por alguém, em algum lugar, porém ainda se espera um contato que trará a resposta definitiva. Enquanto isso, o próprio ser humano cria maneiras de fomentar o seu isolamento, mesmo que não pareça evidente. Ao final, o filme deixa claro que o maior medo da humanidade é o de estar sozinho!

Super Dica de Cinema – Predadores Assassinos

Em 1975, Tubarão redefiniu o medo por algo que não se pode controlar.
Tanto espectadores quanto as demais pessoas, criaram um pavor acerca de entrar na água em qualquer local, seja na praia, num lago ou rio, devido ao perigo que a criatura principal do filme conseguiu gerar e até hoje, a trilha sonora clássica é sinônimo de ameaça.
Os anos passam, e através das mãos de Sam Raimi e Alexandre Aja, somos novamente imersos a uma atmosfera onde o terror em uma casa não está em acontecimentos sobrenaturais, mas na força da natureza manifestada de duas formas.
E uma delas, é capaz de caçar, arrancar membros e assustar qualquer um!

Haley é uma jovem que em meio a uma tempestade decide ir até onde o pai mora, pois o mesmo não responde as ligações e precisa deixar o local imediatamente.
Ao chegar na casa ela se depara com um perigo inimaginável na figura de jacarés, que encurralaram seu pai no porão. Agora, a jovem precisa lutar pela sobrevivência, tanto contra os animais famintos, quanto da tempestade que está deixando a casa inteira, aos poucos, debaixo d'água.

Alexandre Aja dirige a produção que se apoia nos clássicos elementos do terror e suspense.
O diretor escolhe nos mostrar logo de início os riscos que a protagonista irá correr, primeiramente, indo até seu pai em meio a uma tormenta que está devastando a cidade. Segundo, com os jacarés, que assustam, são ferozes, e geram uma credibilidade natural a cada movimentação e ataque. Ao mesmo tempo, o filme nos apresenta situações de pavor dentro da casa, aumenta o medo da inundação a medida que vemos o volume de água subir, os sustos que encaixam corretamente para dar ainda mais tensão a atmosfera de perigo iminente e as tentativas de resgate que se frustram.
Desta forma, aos poucos os répteis vão fazendo suas vítimas, num festival de sangue na água, membros arrancados e embates que certamente serão desiguais para os humanos.

Por isso, a história cria um vínculo logo de cara com o espectador, para demonstrar que é possível torcer para aquelas pessoas que estão ali a mercê de jacarés famintos.
Todo o enredo entrega elementos do relacionamento da filha com o pai e o motivo de se afastarem, e como todo e qualquer clichê de Hollywood, uma situação extrema os coloca para então acertar o que é necessário em suas vidas. Contudo, engana-se quem pensa que este é mais um "terror com animais". Existe aqui não apenas uma carga dramática, mas uma real sensação de perigo, já que as ameaças estão em dobro, as vezes até triplo, durante a evolução da narrativa.

E a cada novo momento onde o próximo passo é busca por ajuda, o ambiente criado gera em quem assiste aquela tensão de ficar na ponta da poltrona do cinema, esperando que algo aconteça e quando acontece, apesar previsibilidade, você torce para que ali reste um sobrevivente para contar a história.
Predadores Assassinos é uma grata surpresa que entra para o seleto grupo de filmes onde as ameaças são conhecidas do homem, até o momento em que ele é o alvo.
Com uma direção que se apoia aos elementos clássicos do terror e suspense, cumpre o prometido, à medida que cria uma atmosfera de ameaça a cada nova sequência em que é necessário lutar pela sobrevivência.
Se Tubarão, lá na década de 70, nos lembrou do medo de entrar no mar, agora, ficará o receio de se estar em casa e do nada um animal selvagem surgir, pronto para tentar devorar quem estiver no caminho.
Não que isso aconteça, mas todo cuidado é pouco e uma mordida de jacaré gera uma pressão de 1.678 kg, ou seja, dói até os dentes, literalmente!

Will Weber
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