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  22/08/2016 às 12h51

Restaurante Casa da Bica será reconstruído após incêndio


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Restaurante Casa da Bica será reconstruído após incêndio

Os proprietários do restaurante Casa da Bica, localizada às margens do quilômetro 69 da BR-262, no distrito de Victor Hugo, em Marechal Floriano, afirmam que o estabelecimento será totalmente reconstruído. Um incêndio, cujas causas ainda são desconhecidas, destruiu totalmente o imóvel na madrugada de hoje (22).

“Iremos construir uma nova Casa da Bica. Em breve nossos clientes terão um novo espaço, que será erguido com os mesmos sonhos que fizemos esse, que foi destruído pelo fogo, e que ficará apenas na memória”. A afirmação é de Paulo Gilles, filho do idealizador do local, Cesar Gilles.

Segundo Paulo Gilles, que comanda o estabelecimento, juntamente com a família, o restaurante possui seguro. “Infelizmente as imagens das câmeras de monitoramento, que poderiam mostrar onde começou o fogo, dificilmente serão recuperadas, pois o computador que armazenava as imagens também foi destruído pelas chamas”, disse Paulo.

O sargento Campos, do Corpo de Bombeiros, informou que a perícia já foi acionada e irá iniciar os trabalhos em breve. “Nossa equipe está no local fazendo o rescaldo das chamas. A nossa perícia foi acionada e deverá começar imediatamente a apuração para tentar apontar as causas do incêndio. Ainda é muito cedo para dizer como o fogo começou”, afirmou o bombeiro.

COMBATE AO INCÊNDIO - Segundo o sargento Campos, do Corpo de Bombeiros, assim que a equipe chegou ao local, foi iniciado o combate às chamas, que já haviam consumido praticamente toda a parte de madeira do restaurante.

“Quando chegamos, os proprietários já estavam no local e nos solicitaram para proteger a parte das câmaras frias, que ainda não tinham sido atingidas pelo fogo. Trabalhamos para proteger essa área, já que o restaurante já estava todo destruído. Como nosso caminhão possui a capacidade de 5 mil litros de água, precisamos ir abastecê-lo em Pedra Azul, distante uns 20 quilômetros”, contou o sargento.

Nesse intervalo, outro caminhão de combate a incêndio saiu de Venda Nova do Imigrante e continuou o trabalho de apagar as chamas. Segundo o sargento Campos, não foi possível captar água do rio ao lado do restaurante, devido a pouca profundidade do manancial.

INCÊNDIO NA MADRUGADA - De acordo com Paulo Gilles, a família ficou sabendo do incêndio por meio de uma ligação. “Nos ligaram falando que a Casa da Bica estava pegando fogo. Viemos imediatamente para cá, mas não imaginávamos as proporções. Meu pai foi o primeiro a chegar e viu que estava bem avançado. Os bombeiros chegaram depois e começaram a trabalhar. Acredito que o fogo começou depois de 3h”, disse.

Ontem, dia de bastante movimento, o restaurante funcionou normalmente, atendendo aos turistas e moradores que frequentam o local. “Temos um protocolo que é seguido por nossos funcionários. Todos os pontos de gás são desligados. Nossos sistemas elétrico e de gás estão inspecionado e não temos ideia do que pode ter ocasionado esse incêndio”, disse Paulo.

O proprietário informou, ainda, que todos os 16 funcionários entraram em férias coletivas, e que ninguém será demitido. “Vamos trabalhar para reconstruir tudo novamente e o mais rápido possível. Não vamos demitir ninguém. Não podemos descartar nenhuma possível causa do fogo, mas apenas a perícia irá apontar o que realmente aconteceu”, destacou.

Moradores e conhecidos lamentam a destruição

De uma família tradicional e bastante conhecida na região, os proprietários do estabelecimento receberam muitos apoios e solidariedade de moradores e amigos, que foram ao local para presenciar o ocorrido. 

O funcionário público Sebastião Stein afirmou que se depender de ajuda, ele irá contribuir com a reconstrução. “Já ofereço a minha mão-de-obra amiga para a família, que é bastante querida na região. Cesar Gilles nunca negou um prato de comida a quem precisava e sempre foi uma pessoa muito boa, além de um empreendedor. A Casa da Bica faz parte da história da nossa localidade”, destacou.

O andarilho Alceli Maroni Batista contou que todas as vezes que passa pelo local pode contar com um café ou com um prato de comida oferecido pelos proprietários. “Eles nunca me deixaram com fome. Hoje de manhã, quando vi o local destruído, fiquei muito triste, porque eles são pessoas maravilhosas”, relatou.

Fonte: Roberly Pereira/Montanhas Capixabas

Foto: Julio Huber

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