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  23/09/2016 às 8h19

Reforma do Ensino Médio: saiba o que muda no dia a dia do estudante


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Reforma do Ensino Médio: saiba o que muda no dia a dia do estudante

O presidente Michel Temer e o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciaram nesta quinta-feira (22) a Medida Provisória que reformula a carga horária do Ensino Médio. A MP, segundo o ministro, tem o objetivo de evitar a evasão escolar e melhorar a qualidade do ensino. As mudanças serão encaminhadas ao Congresso Nacional para validação e passarão a valer a partir de 2018.

A medida traz uma série de modificações no que diz respeito à carga horária e o conteúdo estudado pelos alunos durante os três anos que antecedem a entrada do estudante no Ensino Superior, modificando, inclusive, o conteúdo estudado nas faculdades. Confira as principais mudanças propostas na reforma:

Tempo na escola: com a nova proposta, a carga horária passa de 800 – distribuídas por um mínimo de 200 dias letivos – para 1,4 mil horas, exigindo que todas as instituições escolares implementem o turno integral.

Matérias estudadas: a grade de matérias cursadas, que hoje possui 13 disciplinas obrigatórias, também sofrerá modificações. Durante o primeiro ano e metade do segundo, o estudante seguirá aprendendo o básico de cada matéria, com base no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem): Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Matemática. No ano e meio seguinte, porém, ele terá mais flexibilidade para priorizar assuntos que sejam da sua área de interesse para um futuro ensino técnico ou superior.

As disciplinas língua portuguesa e matemática serão obrigatórias nos três anos. Artes e educação física, por sua vez, foram retiradas do currículo obrigatório do ensino médio – a obrigatoriedade se mantém apenas nos ensinos infantil e fundamental.

Aproveitamento: Como o novo sistema de educação se divide, em sua segunda etapa, de acordo com a área do conhecimento de interesse do aluno, conteúdos cursados durante o ensino médio também poderão ser “convalidados para aproveitamento de créditos no ensino superior”, mas isso depende de normatização do Conselho Nacional de Educação e homologação pelo Ministério da Educação.

Módulos curriculares: Com as novas regras, no lugar dos três anos, será possível organizar o currículo em módulos ou adotar o sistema de créditos ou disciplina, como ocorre nas universidades.

Educador: de acordo com a MP, estão aptos para ministrar aulas “profissionais com notório saber reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação”, não necessariamente professores. Os currículos dos cursos de formação de docentes terão por referência a Base Nacional Comum Curricular.

Fonte: Folha Vitória

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