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  15/06/2018 às 7h38

Mulheres denunciam assédio sexual na Ufes


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Mulheres denunciam assédio sexual na Ufes

Professoras, servidoras e alunas estão denunciando casos de assédio sexual na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) através da Ouvidoria da Mulher. Seis casos chegaram ao órgão universitário desde 2017, mas só quatro foram formalizados pelas vítimas e estão em apuração.

O professor e ouvidor-geral da Ufes, Aureo Banhos dos Santos, destaca que o canal foi criado em 2016 e qualquer situação relacionada ao gênero pode ser encaminhada a essa ouvidoria, incluindo, além do assédio, agressões. Ele explica que ela foi criada porque há conhecimento  das situações constrangedoras  que muitas sofrem dentro da universidade. A intenção é que mais mulheres tomem conhecimento sobre o canal.

Os registros mostram mais casos de alunos que assediam alunas, mas há  situações professor com aluna. “Acredito que os dados são pequenos porque elas estão desencorajadas e ficam constrangidas, com receio de fazer esse tipo de manifestação. Mas é importante porque a intenção é combater esse tipo de ação dentro da universidade. Também recomendamos que elas busquem outras a Delegacia da Mulher”, afirma.

PROCESSO

Na Ouvidoria da Mulher da Ufes, uma servidora capacitada faz o atendimento e recebe a denúncia. Quando o órgão universitário toma conhecimento de algum caso, também vai em busca da mulher envolvida e pede para que registre a denúncia. Ela pode ser feita apenas como forma de relato, no entanto, as provas materiais ajudam na apuração.

Caso haja indícios, é aberta uma uma sindicância em até 20 dias, que, por sua vez, pode durar de 30 a 60 dias. O resultado pode recomendar ou não a abertura do processo administrativo disciplinar (Pad). A punição para o abusador ou agressor vai desde uma advertência até a expulsão de alunos ou a exoneração de servidores.

O ouvidor-geral acrescenta que as informações recolhidas pela Ouvidoria da Mulher podem apontar, por exemplo, a frequência da violência contra a mulher no ambiente acadêmico e, a partir daí, direcionar ações para se enfrentar a questão.

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A servidora pública da Ufes e ex-aluna da instituição Raysa Calegari, de 27 anos, alega que são frequentes relatos de casos de assédio na universidade. Ela diz que já sofreu uma situação na época de estudante, mas não denunciou.

“Houve um episódio que foram colocados espelhos em um banheiro feminino. As pessoas que estavam fora do local viam o que estava acontecendo. É interessante falar sobre o assunto e ter um canal de comunicação próprio para as mulheres, isso ajuda a encorajá-las”, diz.

A ouvidoria funciona no primeiro andar do Centro de Vivência da Ufes, no Campus de Goiabeiras, em Vitória, e pode atender pelo telefone: (27) 4009-2209, de 8h às 17 h. O chamado também pode ser aberto em todos os campi pelo WhatsApp (027 98809 0151), e-mail (ouvidoria@ufes.br) ou site (www.ouvidoria.ufes.br).

Fonte: Gazeta Online

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