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  07/02/2022 às 12h47

Moonfall: Ameaça Lunar


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Moonfall: Ameaça Lunar

Filmes de catástrofe! Existem aos montes! Meteoro, onda gigante, profecia, invasão alienígena, são inúmeras as causas de destruição eminente do nosso planeta e normalmente, tais produções seguem uma fórmula muito conhecida, onde por alguma razão existe uma forma de salvar a humanidade de maneira milagrosa. Porém o que às vezes falta é aquela criatividade para trazer algo que realmente cause o espanto necessário no público, e desta vez existe uma boa intenção nisso. Só que fica limitado a intenção na maioria das vezes!

Desta forma, 'Moonfall: Ameaça Lunar' traz Roland Emmerich, o "rei dos filmes catástrofes", no comando de uma aventura que abraça o absurdo, a megalomania desenfreada, e total falta de profundidade nos personagens, para apresentar um filme que se encontra no panteão de obras tão ruins que conseguem dar aquela volta e fazer com que você goste de todo o surto emulado em explosões, ondas devastadoras, falta de gravidade e teorias da conspiração que certamente seu tio mandaria no "zap"!

Em 2011 uma missão de reparo em uma estação espacial termina de maneira trágica quando uma estranha "nuvem" surge atacando e destruindo a nave onde estavam os astronautas. Contudo, Brian, o piloto da missão, acaba sendo culpado pelo ocorrido! Dez anos depois, um pesquisador descobre que a órbita da lua está mudando e o satélite está prestes a se chocar com a Terra. Desta forma, Brian é convocado pela diretora da Nasa para ajudar na missão que poderá salvar o planeta da destruição completa!

Roland Emmerich tem em seu currículo: Independence Day, O Dia Depois De Amanhã e 2012! Ou seja, o diretor sabe como destruir a Terra como ninguém, ou pelo menos os Estados Unidos! E não pense que o comando economiza nas formas de colocar a vida em risco, há sempre um jeito de fazer algo ser levado por uma onda, a gravidade acabar e o ar faltar de maneira súbita! O grande problema é que parece que já vimos tudo isso outras vezes.

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E realmente já vimos! Só que nesse caso a direção tenta utilizar os efeitos da lua sendo destruída para aumentar ainda mais os danos. Se temos um tsunami, ela se forma de uma maneira ainda maior. Se os pedaços do satélite da Terra começa a cair, levam consigo tudo pela frente, além de grandes explosões acompanhando. E no espaço, quando a missão de salvamento está em ação, parece que acompanhamos um trecho de Star Wars que foi deslocado da saga e encaixado de maneira aleatória ao filme! Mas Emmerich não demonstra em seu comando preocupação com isso.

Fazendo com que quando menos se espera, adentremos um drama familiar, com direito a cena de sacrifício composta de uma das mortes mais bizarras já filmadas desde o suspiro de Marion Cotillard em Batman, disputas entre grupos de sobreviventes e toda uma construção de heroísmo pautada nos estereótipos já conhecidos do cinema!

Desta forma entendemos que o cinemade Roland Emmerich está mais preocupado com a ação, com o entretenimento despreocupado e com diversão, e nesses pontos há total acerto! Muito mais que o trio de protagonistas formado por John Bradley, Patrick Wilson e Halle Berry que demonstram total falta de interação! Ou seja, o que importa é ver prédio caindo, ondas levando o que tem pela frente e uma lua assustadoramente devastadora!

A lua está fora de órbita e vai se chocar com a Terra. Ao mesmo tempo, uma espécie de forma de vida está presente no espaço e parece estar causando todos os desastres em nosso planeta, por isso, a tripulação de uma nova missão precisa dizimar essa ameaça o quanto antes!

O grande problema dessa narrativa está em não apenas focar na destruição, mas em querer dar um tom familiar e emotivo em algo que não se encaixa. O relacionamento pai e filho do protagonista não funciona, a história do pesquisador se sentir excluído de tudo já conhecemos e a diretora da Nasa que precisa se redimir de alguma forma. Junto a isso, temos outros personagens fugindo, os quais não nos importamos, conflitos políticos e toda uma teoria da conspiração capaz de modificar tudo sobre a vida no planeta! Sem contar a guerra intergaláctica que surge do nada!

E realmente o roteiro importa aqui? Se você for daqueles que precisa de um sentido em tudo, certamente este não é um filme para você, mas se está em busca de um divertimento escapista, há lugar pra você nessa tripulação rumo a lua!

'Moonfall: Ameaça Lunar' abraça o absurdo, a megalomania desenfreada, e total falta de profundidade nos personagens, para apresentar um filme que se encontra no panteão de obras tão ruins que conseguem dar aquela volta e fazem com que você goste de todo o surto emulado em explosões, ondas devastadoras, falta de gravidade e teorias da conspiração que certamente seu tio mandaria no "zap"! E essa diversão escapista e maluca é o que precisamos às vezes no cinema!

Por mais que não haja profundidade alguma na história e a tentativa de plot twist soe semelhante há tantas outras, o que importa é ver a lua chegando mais perto da Terra, e tudo indo pelos ares de maneira apoteótica!

Ao final, nos resta questionar algo para o futuro do cinema: E se Roland Emmerich dirigisse o próximo 'Velozes e Furiosos'? Fica aí o questionamento!

'Moonfall: Ameaça Lunar' está em cartaz nos cinemas! 

Will Weber
Geek Guia

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