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  13/12/2019 às 14h10

K Entre Nós | Relacionamentos abusivos


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K Entre Nós | Relacionamentos abusivos

Nosso estado tem uma triste marca. Ser o que mais mata mulheres no Brasil por diversos anos seguidos. E quando vamos olhar com a lupa a respeito desses crimes, a maioria esmagadora foram cometidos pelos parceiros das vítimas.

Então fica a pergunta no ar. Como que o amor vira ódio a ponto de gerar um assassinato? A resposta pode estar no modo que esses agressores conduzem e entendem o que seria um relacionamento, que com certeza, não é considerada a individualidade da mulher. Ou seja, a maioria dos homens que agridem suas companheiras acreditam piamente que têm esse direito.

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E não pense você que esses relacionamentos começaram mal, ou que desde o início o parceiro deu sinais de agressividade. Não! Na maioria dos casos começam como outro relacionamento qualquer, com romance e juras de amor eternos.

O problema vem no meio do caminho, quando começam as pequenas e inocentes atitudes abusivas. É um “não vista essa roupa” para lá, é um “não vá a este lugar” para cá e quando se dá conta a mulher está na teia de um relacionamento abusivo.

Obviamente também existem mulheres abusivas, que se sentem donas dos companheiros. Independentemente do gênero,  a pessoa abusiva tem um padrão muito típico de comportamento, que podemos resumir em sentimento de posse e controle.

No início são coisas mínimas e aos poucos vai se intensificando, até que a outra pessoa não se reconheça mais. Alguns entram em processo depressivo, outros convivem com sofrimento e outros sofrem agressões dos mais diversos tipos. A vida perde a cor! Alguns perdem a própria vida em si.

Amar não é sinônimo de ser dono de alguém. Pelo contrário, é permitir que seja ele mesmo. É aceitar os nãos, é se colocar no lugar do outro e acima de tudo, amar requer respeito.

Uma vítima de abusos no relacionamento raramente consegue se erguer sozinha. Por isso se você se identificou com esse texto, ao menor sinal, procure ajuda. E se você conhece alguém nesta situação, encoraje-a buscar uma saída. Em alguns casos, as consequências emocionais são drásticas. E em muitos e tristes episódios, não há volta.

Marcelle Paganini
Psicóloga e Sexóloga

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