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  27/05/2020 às 10h21

Ingrid Vai para o Oeste


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Ingrid Vai para o Oeste

Você já parou para pensar em quanto tempo passa em frente a tela do telefone celular? Sim? Não?

Às vezes não soa estranho um aparelho tão pequeno ter tanta informação sobre a nossa vida?

Se por acaso essas perguntas já passaram pela sua cabeça, o filme da Netflix, Ingrid Vai Para o Oeste, certamente vai te fazer questionar muito mais, pois ao falar sobre o uso de redes sociais e como nossas vidas são afetadas por tudo aquilo que acompanhamos, encontramos um jornada interessante sobre descoberta através de maneiras nada convencionais!

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Então, bora deixar o whatsapp de lado e ler essa crítica até o fim?

Ingrid é uma jovem que acaba extrapolando o uso do seu smartphone chegando ao ponto de ser internada por conta disso. Após sair de uma clínica, ela decide mudar de vida e ir para Los Angeles, porém ao começar uma amizade com uma pessoa muito influente na internet, sua vida parece mudar novamente, mas isso trará situações do seu passado à tona e afete completamente esses novos rumos!

Matt Spicer é quem dirige e assina o roteiro dessa produção trazendo uma visão diferente, irreverente e séria em alguns pontos sobre o excessivo das redes sociais no dia a dia.

É interessante que o filme começa como se fosse um drama muito complexo e que aos poucos vai ganhando mais elementos simples, nos dando uma visão maior sobre a protagonistas, suas questões pessoais, seus problemas e o que precisa ser feito. Por isso, o diretor escolhe fazer também mudanças quando o cenário se altera, saindo da cidadezinha do interior e indo pra Los Angeles, as cores tomam conta do filme, o ensolarado, os tons mais quentes e principalmente na aparência que a personagem principal assume. Justamente para dar um tom agora mais cômico, divertido e dinâmico para cenas onde Ingrid quer se enturmar, criar amizades ou simplesmente passear pelo novo local. Aliás, o trabalho da atriz Aubrey Plaza, que dá vida a Ingrid é sensacional. Entregando emoção, doçura e inocência logo de início, ela surpreende quando passa demonstrar outras facetas da personalidade de uma figura, o que torna a história ainda mais interessante e próxima da realidade. Junto dela, temos Elizabeth Olsen (Vingadores: Ultimato), que se torna uma figura tão importante quanto e que nessa parceria em tela, convencem como uma relação entre conhecidas de longa data. Mesmo que tenha se iniciado através do Instagram como a história conta!

Logo, em sua história a obra quer não apenas mostrar as consequências de uma vida totalmente presa a tecnologia, aos seguidores e às pessoas que são seguidas, contudo revelar a falta de aproximação no sentido real da palavra. Ao entendermos que Ingrid já havia passado por um problema por conta de “amizades virtuais”, o espectador passa desejar sua melhora logo de cara, ainda que suas novas decisões a levem pelo mesmo caminho. Isso faz com que acompanhemos o texto do filme de uma maneira mais atenta, preocupados e torcendo para que tudo então dê certo. Assim, essa relação de empatia se torna questionamentos pois fica na cabeça de quem assiste se algumas daquelas ações da protagonista já se acometeram como ideias ou conhecemos alguém que faz algo parecido para chamar a atenção de famosos pela internet!

E sem sombra de dúvidas tais momentos são engraçados, carregados de um humor ágil, sarcástico, mas sem perder a lição que quer transmitir sobre o exagero do mundo conectado!

Ingrid Vai para o Oeste é uma produção muito interessante e necessária aos dias utais, pois fará ao final que venhamos a refletir sobre o tanto de coisas que postamos, compartilhamos, vemos e seguimos. Principalmente agora em um período de Isolamento Social (Lembre-se: Fique em Casa).

Com uma direção que consegue trazer isso ao pensamento do espectador, ao mesmo tempo que diverte, faz rir e surpreende em alguns pontos, temos uma comédia-dramática cheia de elementos reais.

Se Ingrid teve que ir para o oeste para se conectar a outros, às vezes é algo interessante a ser feito, porém atualmente, ficando em casa, podemos nos aproximar de outras formas, ainda que usando da tecnologia. O que nos cabe então é aquela velha e boa palavra chamada: moderação!

O legal do cinema é que vem sempre uma lição no final da história, tanto para aquele que estava com o rosto na tela do telefone durante o filme ou pro mais desconectado!

Ingrid Vai para o Oeste está disponível na Netflix!

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