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  09/04/2015 às 14h56

Grupos perdem espaço nas paradas do Brasil


Grupos perdem espaço nas paradas do Brasil

Unidos perderemos. Esse é a lição para artistas que buscam sucessos em rádio nos últimos anos no Brasil. O número de bandas que conseguem emplacar hits nas no país despencou, dando lugar a formações enxutas: artistas solo e duplas. No ano 2000, das 100 músicas mais tocadas, 60 eram de bandas. Em 2014, foram apenas 15 grupos, segundo a empresa de monitoramento Crowley. Veja o vídeo acima.

O fenômeno não é só brasileiro. No top 100 anual da revista “Billboard” dos EUA, há mais bandas que aqui, mas elas também caíram: de 34 em 2000 para 21 em 2014. O início deste século era propício a bandas pop (Backstreet Boys, N-Sync) e rock (Creed, Blink 182, Matchbox Twenty). Agora é a hora de cantoras pop (Taylor Swift, Katy Perry, Lorde) e super DJs (Calvin Harris, Avicii, David Guetta).  Se antes era legal chamar amigos “montar uma banda”, o caminho hoje é mais “cada um por si”.

No Brasil, a subida do sertanejo, estilo tradicionalmente de duplas e cantores solo, é a principal explicação para o quase sumiço das bandas das paradas. Mas não é o único motivo. Mesmo considerando apenas os outros gêneros – rock, pop, pagode -, que hoje ocupam quase metade do ranking, a proporção de bandas diminuiu (de 67% em 2000 para 36% em 2014). Em resumo: menos (gente) é mais.

É difícil dar causas exatas para a virada nas formações de sucesso, além da subida do sertanejo. Mas empresários procurados pelo G1 destacam a maior facilidade de focar o trabalho uma ou duas pessoas, sem ter que conciliar conflitos de uma turma. O maior exemplo recente desta mudança no Brasil é a transição amigável em 2012 de um nome de sucesso, o Exaltasamba, em duas fontes de hits: Thiaguinho e Péricles. O empresário Fabio Francisco cuidava da carreira da banda e continua a trabalhar com os cantores.

Fonte: G1

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