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  01/02/2022 às 10h33

Eduardo e Mônica


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Eduardo e Mônica

Renato Russo é uma das figuras mais importantes da nossa música! Suas composições até hoje servem de inspiração e fazem parte da história de muitas pessoas. Seja através das canções que falam sobre o íntimo ou sobre as paixões do cotidiano. E ‘Eduardo e Mônica’ é uma dessas! E quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração é porque certamente nunca amou de verdade ou nunca ouviu o poeta do Rock Nacional por completo!

Assim, 'Eduardo e Mônica' adapta a emblemática música de Renato Russo para uma obra cheia de nuances, cativante e que apresenta elementos comuns do cotidiano à dois. Embalados por uma trilha sonora que fará o público cantar a cada nova cena, o casal principal emula sentimentos, vivências e muitas histórias sobre amor, desamor e recomeços! Desta forma, o cinema se apropria de uma de uma das canções mais conhecidas para entregar uma das melhores narrativas românticas que vai agradar diferentes gerações que já fizeram a clássica "rodinha com violão"!

Eduardo conhece Mônica em uma festa e logo a conversa se torna numa aproximação que nunca havia acontecido antes, e dessa aproximação, uma paixão começa. Porém, o casal percebe as grandes diferenças e por isso, continuam sua vida juntos procurando uma forma de equilibrar os anseios, os planos e sonhos tão opostos! E quando tudo parece estar complexo, surgem oportunidades para que essa história de amor se torne ainda mais marcante ou acabe de uma vez!

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René Sampaio comanda a segunda produção baseada nas músicas de Renato Russo. A primeira obra adaptada pelo diretor foi 'Faroeste Caboclo' de 2013, e ao retornar às canções do líder do Legião Urbana, o cineasta consegue transformar as estrofes em uma verdadeira homenagem ao autor e à todos aqueles que já cantaram a música em algum momento!

Deste modo, a direção escolhe não se apoiar logo de cara na melodia e sim criar uma dinâmica para apresentar os protagonistas. Ao usar de uma montagem assertiva, vamos conhecendo o dia a dia de cada um, o que fazem, os caminhos que percorrem, as pessoas que encontram até que finalmente os dois acabam juntos, na tão comentada "festa estranha com gente esquisita"!

Logo, o design de produção consegue transpor com perfeição a história para década de oitenta, entregando elementos que estão em todos os lugares. Desde os objetos de cena, os cartazes, programas que aparecem na televisão e veículos, apresentam com competência o contexto social e político da época. Sem contar o trabalho exímio de cabelo e maquiagem, além dos figurinos. Cada um desses pontos nos ajuda na imersão da canção e da história, pois todo movimento do rock nacional se mescla na construção de um romance que faz parte até hoje da música brasileira.

Assim, referências são colocadas de um jeito que os fãs irão perceber no ato e aqueles que conhecem a letra inteira vão identificar de forma natural cada passagem até o refrão, pois tudo aquilo que já foi cantado se encontra na obra. Talvez não diretamente e muito menos sendo piegas, ou exagerado! E já que estamos falando de uma narrativa de amor, tudo acontece de forma criativa, com certas alterações que fazem sentido para que trama não fique apenas em um simples didatismo melódico!

Tudo isso se torna ainda mais nítido quando percebemos a ótima química entre Alice Braga e Gabriel Leone. A Mônica e o Eduardo da vez encarnam cada ponto escrito por Renato Russo de uma maneira natural, engraçada e apaixonante! Sem contar a leva de familiaridades que a direção trata de acrescentar para que o público ao vislumbrar o casal se veja em pelo menos uma das sequências! E isso é quase inevitável!

Ninguém disse que se relacionar é uma tarefa fácil! Muito menos abrir a vida para uma nova pessoa venha fazer parte dela. Às vezes acontece quando menos se espera ou é necessário que uma música narre uma história que teria tudo para não existir, mas pelas questões que a razão não pode explicar, demonstre as infinitas possibilidades de que os opostos realmente se atraem!

Mônica não esperava encontrar aquele adolescente ao final da festa. Eduardo não pretendia se apaixonar por uma mulher tão diferente, livre e determinada. Ela entrando na carreira médica, ele lutando contra a preguiça dos estudos do cursinho! Porém os dois entenderam que não podia mais deixar de se ver! E o resto Renato Russo já cantou para gente, não é mesmo?!

Sim, mas a narrativa de "Eduardo e Mônica" nos faz transitar pelos dois, conhecer e gerar aquela identificação pelas fases, pelas descobertas, pelos sonhos que os protagonistas demonstram.

Ora você é Eduardo, deslumbrado com tudo, entendendo como as coisas são e saindo da zona de conforto. Ora você é Mônica, quer liberdade, viver intensamente tudo, aproveitar cada sentimento dentro de si, e não se moldar a nada! E nessa jornada de ser um ou outro, a poesia cantada nos faz entender a "barra mais pesada que tiveram", o porquê de um "conhaque logo cedo" e do amor por avô apaixonado por futebol de botão!

E cada novo acréscimo ao que já ouvimos certa vez, nos faz apaixonar pelo filme, por quem está ao nosso lado e caso não exista alguém, desejar um Eduardo ou Mônica!

'Eduardo e Mônica' adapta de forma emblemática a música de Renato Russo para uma obra cheia de nuances, cativante e que apresenta elementos comuns do cotidiano à dois. Embalados por uma trilha sonora que fará o público cantar a cada nova cena, o casal principal emula sentimentos, vivências e muitas histórias sobre amores, desamores, partidas, chegadas e recomeços!

Desta forma, o cinema se apropria de uma de uma das canções mais conhecidas para entregar uma das melhores narrativas românticas da sétima arte nacional que vai agradar diferentes gerações que já fizeram a clássica "rodinha com violão"! Por fim, descobrindo que existe razão de verdade nas coisas que o coração faz, mesmo que sendo tão opostas!

'Eduardo e Mônica' está em cartaz nos cinemas!

Will Weber
Geek Guia
 

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