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  09/04/2015 às 14h56

Desgaste do axé abre portas à novas músicas


Desgaste do axé abre portas à novas músicas

A música baiana está diferente. Com um cenário múltiplo e um momento de alta produção, artistas, bandas e projetos surgem, assumindo o sotaque, a tradição e uma forte atração com o popular. É o caso do BaianaSystem, Orkestra Rumpilezz, Vivendo do Ócio, Bemba Trio, A.MA.SSA, Russo Passapusso, Márcia Castro, Maglore, Lucas Santtana, entre outros. A nova geração não se define por um estilo, nem por uma época, mas por uma nova forma de pensar e produzir música, sem esquecer as raízes da terra.  

Uma parte dessa turma se apresentou em São Paulo em mais uma Invasão Baiana em abril. Isso porque já aconteceu uma Invasão Paraense, em 2012, e uma primeira versão baiana do evento, em fevereiro, em Brasília, tudo promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil. Dubstereo, Vivendo do Ócio, Maglore, Tom Zé, Marcia Castro, Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz e BaianaSystem fazem a festa no Vale do Anhagabaú. O evento é gratuito.

"Essa 'Nova Música Baiana' é tão diversa que não cabe em um estilo musical só. É uma porrada de gente que faz um som completamente diferente um do outro, mas que dialoga entre si. Esse é o nosso jeitinho apimentado de fazer música", disse Dieguito Reis, baterista da banda de rock Vivendo do Ócio. Ele tem razão. Do rock ao pagodão, passando pelo rap, o dub e o arrocha, a nova onda musical vinda da Bahia agrega sonoridades distintas e arrasta multidões.

Paralelamente, o show mais lotado do último Reveillon em Salvador, com cerca de 150 mil pessoas em frente ao palco, foi o do cantor Pablo, com o seu arrocha apaixonado. Já o trio elétrico do BaianaSystem arrastou uma multidão de público no Carnaval de 2014 e têm lotado todas as apresentações. Mas afinal, o que está mudando na música produzida na Bahia?

Na última segunda-feira (14), Durval Lelys, cantor do Asa de Águia, anunciou uma pausa da banda. Em 2013, Bell Marques, do Chiclete com Banana, já havia divulgado sua carreira solo para o desespero dos fiéis "chicleteiros", fãs da banda. "O movimento da axé music se exauriu. Isso abriu espaço para que outras coisas surgissem. O cenário é mais dinâmico", disse Marcia Castro.

"O que se entende como axé não é um gênero musical, é o mercado que se fez em torno de um formato de música e de produção. A Bahia sempre produziu muito, e nesse momento as coisas começam a ser mais vistas, pelo próprio desgaste desse mercado do axé", explicou Roberto Barreto,  integrante e fundador do BaianaSystem.

Já foram os tempos das poucas novidades musicais vindas da Bahia. A nova geração de artistas, muito mais unida e parceira, se inspira nas ruas e abraça o popular com carinho. Com shows lotados e vibrantes em Salvador, além de turnês nacionais e internacionais, é possível dizer que a mudança vem chegando em bom momento.

Fonte: Uol

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