Notícias
  26/06/2019 às 10h06

Aliados de Bolsonaro querem fechar 3ª Ponte no domingo


2
0
Aliados de Bolsonaro querem fechar 3ª Ponte no domingo

Os movimentos Ação Brasil, Direita VV, Vitória da Ética, Brasil Conservador, Vem Pra Rua e Direita Espírito Santo vão às ruas no próximo domingo (30) em apoio ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) e ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. Os manifestantes já informaram que vão atravessar a Terceira Ponte. O movimento deve ser “turbinado” após a decisão de terça-feira (25) do STF de manter o ex-presidente Lula na cadeia.

As pautas elencadas pela organização são a defesa da reforma da Previdência e do pacote anticrime de Moro, apoio à Lava a Jato, defesa do direito à posse de armas e CPI da Lava Toga.

Taís Venâncio, do Movimento Ação Brasil, e Alexandra da Silva, presidente do Direita Espírito Santo, disseram que a expectativa é atrair de 50 mil a 80 mil pessoas.

“A Direita Espírito Santo é conservadora, apoia o governo Bolsonaro e já protocolou ofício para atravessar a Terceira Ponte”, afirmou Alexandra da Silva.

Sobre a pauta da manifestação, Taís Venâncio esclareceu que são as bandeiras do governo Bolsonaro e que é necessário ir às ruas para pressionar o Congresso e apoiá-las.

“Sem a reforma da Previdência não teremos dinheiro para pagar aposentados e pensionistas. Hoje, quem tem direito à arma é o bandido, que ameaça o cidadão de bem, e esse cidadão não pode se defender. O pacote anticrime e o apoio à Lava a Jato são importantíssimos para o Brasil”, declarou.

Presidente do PSL-ES, Carlos Manato disse que o partido estará na manifestação, mas que não organiza o movimento.

A concentração será a partir das 14h, no posto Moby Dick, na Praia da Costa, em Vila Velha, para depois atravessar a ponte com destino à Praça do Papa, em Vitória.

Tanto no posto Moby Dick quanto na Praça do Papa serão recolhidos alimentos não perecíveis para asilos da Grande Vitória. A Secretaria de Estado da Segurança Pública foi procurada, mas não respondeu a reportagem.

Atos pelo País

Ausentes nas recentes manifestações em defesa do presidente Jair Bolsonaro, no fim de maio, os grupos Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL) convocaram para o domingo (30) atos em todo o País em defesa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

+ Siga a rádio FM Super também pelo Facebook e pelo Instagram.

O ministro tem sido alvo de críticas depois de o site The Intercept Brasil publicar mensagens atribuídas a ele, na época em que era juiz, e a integrantes da força-tarefa da Lava Jato. Essas conversas, segundo o site, indicariam interferência de Moro no andamento das investigações da operação. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a invasão do celular do ministro e de procuradores.

Os dois grupos, que lideraram os movimentos de rua pelo impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, afirmam que optaram por adotar uma agenda que não inclui a defesa do governo Bolsonaro. Além do apoio a Moro, eles defendem o pacote anticorrupção enviado pelo ministro ao Congresso - cuja tramitação tem enfrentado resistência de parlamentares - e a reforma da Previdência.

Os movimentos querem mobilizar o mesmo público entusiasta da Lava Jato que foi às ruas contra o PT e as denúncias de corrupção que atingiram o partido em 2015. "Os primeiros atos (em favor do governo) surgiram de uma rede coordenada que prega pautas com as quais não concordamos. O MBL não é pró-Bolsonaro e mantém uma linha independente. A decisão de participar agora foi uma reação à invasão do celular do Sérgio Moro", disse Renato Battista, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre.

Segundo ele, surgiu agora "uma necessidade" de defender a Lava Jato. Sobre a suposta mensagem na qual Moro teria chamado os integrantes do MBL de "tontos", Battista afirmou que o episódio foi levado por eles "na brincadeira". "Muitos querem jogar o MBL contra a Lava Jato", disse.

O grupo de Kim Kataguiri e Fernando Holliday vai receber em seu carro de som políticos que despontaram no MBL e que hoje são filiados ao DEM.

Proposta

Porta-voz do Vem Pra Rua, Adelaide Oliveira reforçou o discurso de independência em relação ao presidente Bolsonaro e fez uma defesa enfática do ex-juiz da Lava Jato. "O hackeamento do telefone dele foi um crime. O conteúdo revelado até agora, segundo juristas, não é comprometedor", afirmou Adelaide.

Questionada sobre a ausência do grupo nos atos mais recentes, a porta-voz disse que as manifestações pró-Bolsonaro estavam "excessivamente personalistas". "Não apoiamos governo nenhum, mas ideias."

Já o movimento Nas Ruas, que também esteve na linha de frente em 2015, apoia Bolsonaro e estará na manifestação de domingo em defesa de Moro. Desta vez, porém, o presidente não estará na pauta. "Não vejo necessidade de defender o Bolsonaro agora", disse a deputada Carla Zambeli (PSL-SP), fundadora do Nas Ruas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por: Tribuna Online

Link da matéria original:
https://tribunaonline.com.br/aliados-de-bolsonaro-querem-fechar-3a-ponte-no-domingo

Tags
sombra

Promoções
sombra

Artista em Destaque

215
39

Amigos da Super