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  18/09/2020 às 20h55

A Babá: Rainha da Morte


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A Babá: Rainha da Morte

Existe uma leva de novos filmes dentro do gênero de terror que tem procurado ir além do simples susto ou causar uma confusão mental em quem assiste. O foco então é mesclar outros estilos justamente para dar a história em questão um tom mais próximo e até mesmo, desconstruindo certos pontos que fariam o espectador apenas morrer de medo! Ao invés disso surge o famoso "riso de nervosismo" ou o "riso com respeito"!

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Assim, três anos após o primeiro filme, A Babá: Rainha da Morte chega a Netflix adentrando novamente o cenário do "terrir" (misto de terror e comédia) para nos mostrar que o pequeno Cole ainda tem muito que enfrentar, pois a seita formada pelos principais estereótipos dos filmes slasher ainda não está realmente à sete palmos!

Cole está no último ano do ensino médio e por mais que tenha contado a todos o que aconteceu naquela noite onde teve que enfrentar a própria babá e seus amigos que o queriam sacrificar, nada disso para ter convencido quem está próximo dele. Até mesmo seus pais que tem uma certa ideia para o ajudar. Contudo, o jovem decide ir com os colegas de escola para aproveitar um fim de semana no lago, e o que seria um momento de diversão, novamente se torna uma luta para sobreviver pois seus antigos inimigos estão de volta! Tudo está ainda mais absurdo!

MCG retorna à direção da sequência do filme de 2017, fazendo o que uma sequência de filme slasher faz de melhor, abusar no sangue e nas situações em que as mortes ocorrem. O diretor sabe como usar esse elemento combinado com o senso de humor sarcástico e mórbido tornando cada uma das situações uma mescla de riso com aquela sensação de espanto!

Mas esse espanto não é o medo em si, justamente pelo fato do filme ser mais uma jornada de transição e amadurecimento do protagonista e assim, sai de lado o especto sombrio para embarcar de vez nos absurdos gráficos. Cabeças explodindo, pessoas pegando fogo, membros sendo arrancados, tudo isso no melhor estilo Tarantino de ser, com sangue jorrando para todos os lados. Desta forma, o comando da produção extrapola também os seus personagens secundários, tornando seus estereótipos ainda mais exagerados e constrangedores.

Logo, nessa mescla de terror com mais sangue e comédia ainda mais sem filtros, há espaço para diversas referências da cultura pop, que vão de O Exterminador do Futuro à banda Queen, de Kill Bill à sensacional música conhecida de Um Maluco no Pedaço, Jump On it (Lembra da dancinha do Will e do Carlton). E tudo isso faz da obra uma diversão despretensiosa.

Por mais que o texto de "Rainha da Morte" repita os mesmos moldes do primeiro filme com a questão do sacrifício, aqui existe um senso de urgência maior, até mesmo para que as situações grotescas possam estar presentes em tela. Para isso, recursos visuais são adicionados novamente trazendo expressões, comentários e informações em diferentes formatos gráficos, ao mesmo tempo, que isso é usado também para deixar sequências ainda mais caricatas como a luta entre Phoebe e Melanie ou a primeira vez de Cole! Junte isso com piadas e falas que farão conexões com situações atuais e até mesmo novos movimentos do cinema de terror, até mesmo citando o diretor Jordan Peele.

E talvez os problemas da obra sejam os mesmos que encontramos nos clássicos filmes de terror. As pessoas que são perseguidas coincidentemente encontram um refúgio com aquilo é necessário, quando estão escondidos, por mais que uma das personagens se abaixe bem próximo do local não os vê ou uma questão relacionada ao próprio sacrifício que certamente foi dita para ser usada em um possível continuação!

Mas nada disso atrapalha a "viagem surtada" ao assistir 'A Babá: Rainha da Morte', pois é uma daquelas produções que brinca com um gênero conhecido, está nem um pouco preocupada em levar-se a sério e muito menos se prende as convencionalidades, ainda que apresente alguns problemas de produção! O importante aqui é justamente adentrar ao espírito sangrento e ironicamente mórbido da história de Cole contra os malucos da seita!

A Babá: Rainha de Sangue é uma daquelas continuações exageradas em todos os aspectos!

Desde o sangue que jorra sem parar até os estereótipos dos personagens, nada disso é um problema, justamente por se apoiar em uma narrativa sádica e sarcástica ao mesmo tempo. E para isso, o diretor MCG não economiza em sequências grotescas, viscerais e repletas de acontecimentos bizarros, pois o foco aqui não é assustar, mas sim trazer o espectador para dentro de uma viagem absurdamente plasmática e com toques de comédia adolescente que poderia passar na Sessão da Tarde!

Ao final, a jornada de Cole matando adoradores do coisa ruim segue sendo divertida, bizarra e completamente sanguinolenta! Três elementos que muitos fãs de terror admiram!

E mais uma coisa: O filme possui uma cena pós-créditos!

A Babá: Rainha de Sangue está disponível na Netflix!

Will Weber
Geek Guia

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